logo-gyacologo-gyacologo-gyacologo-gyaco

  • Treinamento
  • Consultoria
  • Artigos
  • Livros
  • Newsletter
  • Testemunhos
  • Clientes
  • Sobre
            No results See all results
            ✕
                      No results See all results
                      North Star não deveria ser uma métrica, mas sim um destino
                      22 de julho, 2025

                      Ao invés de arquétipos, devemos pensar em dimensões da liderança em produto

                      28 de agosto, 2025

                      Nas últimas semanas, o tema dos arquétipos de liderança em produto ganhou destaque. Em conversa com Christian Idiodi no episódio de 21/08 do podcast Product Therapy, Shreyas Doshi apresentou três estilos de liderança de produto: o craftsperson, o operador e o visionário. Poucos dias depois, Marty Cagan comentou o mesmo tema em um artigo publicado na SVPG, em 27/08.

                      Ambos são excelentes para entendermos melhor o que compõe uma boa liderança de produto. Explicam o que são esses arquétipos, como uma pessoa pode tender mais para uma ou mais para outra, que a habilidade de craftsperson é a base para qualquer líder de produto e como devemos saber usar cada uma dessas habilidades a depender do contexto onde estamos.

                      Contudo, como gosto muito de ler e de escrever, quando me deparei com o termo “arquétipo”, senti um certo desconforto. A palavra pode dar a falsa impressão de que líderes são definidos por um único tipo — quase como se fosse um carimbo imutável.

                      Na prática, liderança em produto é mais dinâmica. Uma boa líder precisa reconhecer sua preferência natural, mas também cultivar habilidades nas três frentes para ser eficaz em diferentes contextos.

                      As limitações do termo “arquétipo”

                      O termo arquétipo traz duas leituras limitantes:

                      • Arquétipo é único – como se fosse necessário escolher entre ser visionária, craftsperson ou operator, e pronto. Apesar de Shreyas, Christian e Marty explicarem o contrário, o termo “arquétipo” carrega esse senso de que ou somos craftsperson, ou somos operador o somos visionário
                      • Arquétipo é definitivo – como se esse fosse o “tipo fixo” de cada pessoa, sem espaço para evolução consciente. Novamente Shreyas, Christian e Marty falam da importância de evoluirmos como líderes e que precisamos desenvolver as habilidades em que somos piores, mas o termo arquétipo traz esse significado de “carimbo definitivo”, o que inibe a busca por evolução.

                      Essa interpretação pode levar líderes a se acomodarem apenas no que já dominam, empresas a contratarem perfis repetidos e times a ficarem desequilibrados.

                      Shreyas propõe o uso do termo “chapéus” como alternativa a “arquétipos”, mas esse termo também tem limitações, uma vez que só usamos um chapéu por vez, e há situações em que a líder de produto precisará usar simultaneamente habilidades de mais de um chapéu. Além disso, o chapéu também não evolui.

                      As dimensões da liderança de produto

                      Durante toda a minha carreira, percebi a necessidade de utilizar simultaneamente habilidades que pertencem a diferentes arquétipos e sempre busquei me desenvolver nas habilidades de liderança em que estava aquém do necessário.

                      Por isso, prefiro tratar essas habilidades não como pertencentes a “arquétipos”, mas sim a “dimensões” da liderança de produto:

                      • Dimensão do Craft (produto): profundidade em entender clientes, problemas e soluções.
                      • Dimensão da Visão: capacidade de enxergar o futuro e inspirar com uma direção clara.
                      • Dimensão da Operação: habilidade de escalar times, estruturar processos saudáveis, gerenciar stakeholders e desenvolver pessoas.

                      Ao encarar como dimensões:

                      • Reconhecemos que todos temos preferências naturais, mas podemos expandir as demais.
                      • Ganhamos uma agenda de desenvolvimento contínuo: identificar onde somos fortes e onde precisamos evoluir.
                      • Passamos a enxergar a liderança como algo adaptativo ao contexto: cada fase da empresa e do produto exige ênfases diferentes.

                      Conclusão

                      Tanto o artigo do Marty Cagan quanto a conversa de Shreyas Doshi com Christian Idiodi são contribuições valiosas para refletirmos sobre liderança em produto. Eles ajudam a identificar preferências, superpoderes e contextos em que cada estilo faz mais sentido.

                      Meu ponto aqui não é discordar, mas complementar: ao invés de enxergarmos arquétipos fixos, podemos olhar como dimensões da liderança de produto. Cada líder tem sua preferência natural, mas a eficácia está em saber equilibrar craft, visão e operação conforme o contexto e as necessidades do produto e evoluir as habilidades em que somos fracos para nos tornarmos pessoas líderes mais completas e, consequentemente, melhores.

                      Treinamento e consultoria em gestão de produtos e transformação digital

                      Ajudo empresas e lideranças (CPOs, heads de produto, CTOs, CEOs, tech founders e heads de transformação digital) a conectar negócios e tecnologia por meio de treinamentos e consultoria focadas em gestão de produtos e transformação digital.

                      Gestão de produtos digitais

                      Você trabalha com produtos digitais? Quer aumentar as chances de sucesso do seu produto, resolver os problemas dos usuários e atingir os objetivos da empresa? Conheça meus livros, onde compartilho o que aprendi ao longo de mais de 30 anos criando e gerenciando produtos digitais:

                      • Transformação digital e cultura de produto: Como colocar a tecnologia no centro da estratégia de sua empresa
                      • Liderança de produtos digitais: A ciência e a arte da gestão de times de produto.
                      • Gestão de produtos: Como aumentar as chances de sucesso do seu software.
                      • Guia da Startup: Como startups e empresas estabelecidas podem criar produtos de software rentáveis.

                      Share
                      Copyright 2025 Gyaco - Direitos Reservados
                                  No results See all results