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                      Nem toda interface precisa ser conversacional
                      14 de outubro, 2025
                      Conselhos inteligentes: o papel da IA na nova governança empresarial
                      28 de outubro, 2025

                      AI-First e AI-Native: qual é a diferença?

                      20 de outubro, 2025

                      Esse é o quinto e último artigo da série que estou escrevendo sobre IA e gestão de produtos. Aqui estão os artigos anteriores:

                      • IA não é só sobre produtividade: onde explico que IA é uma tecnologia que, além de aumentar a produtividade de todas as áreas da empresa, deve ser considerada também para construir produtos inteligentes, que nos ajudam a resolver problemas das clientes enquanto geram resultado para a empresa.
                      • Nem toda funcionalidade precisa ter IA: nesse artigo explico a diferença entre soluções determinísticas e probabilísticas, que são as soluções baseadas em IA. Há situações em que soluções determinísticas são mais apropriadas, enquanto em outras, é melhor usar soluções probabilísticas.
                      • Nem toda IA é generativa: além da IA generativa, que cria textos, imagens, vídeos, músicas e até código, existe a IA analítica, usada há bastante tempo para fazer recomendações, identificar padrões e prever tendências.
                      • Nem toda interface precisa ser conversacional: a forma de interação deve atender ao contexto e objetivo da usuária, não ao hype da tecnologia. Interfaces conversacionais funcionam bem em contextos em que flexibilidade, ambiguidade ou exploração são partes essenciais da experiência.

                      Para encerrar a série, vamos ver a diferença entre AI-First e AI-Native.

                      À medida que a inteligência artificial passa a fazer parte das discussões sobre produto, surgem diferentes abordagens sobre como integrá-la ao desenvolvimento.

                      Um produto AI-first é aquele em que a IA é um componente. Ela pode ser adicionada para melhorar a experiência, aumentar eficiência ou criar novas funcionalidades. Ela não é a base do produto, mas um elemento que o torna mais inteligente.

                      Um bom exemplo é o Gmail com o Smart Compose, que sugere frases enquanto escrevemos. O produto continua sendo o Gmail; a IA está ali para aprimorar uma tarefa existente.

                      Outro bom exemplo é o algoritmo de similaridade da Lopes. Ele existia sem IA, de forma determinística, usando apenas três variáveis estáticas (localização, tipo e valor) para encontrar imóveis semelhantes na base da Lopes. Depois, aplicamos IA ao algoritmo, ampliando a análise para dez variáveis e utilizando machine learning para aprender com os cliques e aprimorar as próximas recomendações. Esse algoritmo gerou resultados significativos, aumentando em 106% os cliques em imóveis similares e em 20% os leads gerados.

                      Mas é importante não confundir AI-First no nível do produto com AI-First no nível da empresa. No segundo caso, AI-First é um mindset: uma forma de pensar e operar a companhia, em que buscamos constantemente como a IA pode tornar cada atividade — do atendimento ao planejamento — mais produtiva. É quando a pergunta “Como podemos resolver isso com IA?” se torna parte do dia a dia das equipes.

                      AI-native: quando o produto nasce da IA

                      Já um produto AI-Native é diferente: ele não existe sem IA. A inteligência artificial não é um componente que se adiciona, é o núcleo que dá origem ao produto. Sem IA não haveria valor, nem experiência, nem produto. É o caso de ferramentas como ChatGPT, DoNotPay e Dieta.ai, que foram concebidas desde o início para funcionar com base em modelos de IA, sejam eles generativos ou analíticos.

                      No Zapando, produto que desenvolvi recentemente para gestão de objetivos e tarefas, várias funcionalidades são nativas de IA. A ferramenta usa IA para interpretar linguagem natural, gerar insights automáticos sobre os objetivos inseridos pela usuária e propor tarefas para ajudar a usuária a atingir seus objetivos. Não é uma camada adicional: é a essência do produto.

                      Esse é o verdadeiro espírito AI-Native: produtos em que a IA não complementa a experiência, mas a cria.

                      Conclusão

                      Entender a diferença entre AI-First e AI-Native ajuda as empresas a planejar melhor suas iniciativas. Enquanto o primeiro é um passo de evolução, incorporar IA para aumentar eficiência e valor, o segundo é uma mudança de paradigma, construir algo que só é possível graças à IA.

                      E, assim como em toda a jornada de produto, o ponto de partida não é a tecnologia, e sim o problema que queremos resolver, lembrando que agora temos a IA como tecnologia para nos ajudar a criar produtos cada vez melhores, ou seja, que melhor resolvem o problema da cliente enquanto geram melhores resultados para a empresa.

                      Mais do que adotar IA, trata-se de entender onde ela realmente faz diferença e construir a partir daí.

                      Treinamento e consultoria em gestão de produtos

                      Ajudo empresas e lideranças (CPOs, heads de produto, CTOs, CEOs, tech founders e heads de transformação digital) a conectar negócios e tecnologia por meio de treinamentos e consultoria focados em gestão de produtos e transformação digital.

                      Podcasts da Gyaco

                      Na Gyaco, acreditamos no poder das conversas para provocar reflexão e aprendizado. Por isso, temos três podcasts que exploram o universo de gestão de produtos por ângulos diferentes:

                      • Produto em Pauta: Na nova temporada intitutlada “Além das Buzzwords”, Felipe Castro e eu desmistificamos termos de produto com exemplos reais das nossas clientes. Disponível no YouTube e no Spotify. Gravada em português e, no YouTube, com legendas em inglês.
                      • Product Chronicles, the Brazilian Way: com Fábio Martinelli Duarte e Paulo Caroli: o jeito brasileiro de fazer produto, histórias, desafios e aprendizados, com cases das nossas clientes. Disponível no YouTube e no Spotify. Gravado em inglês e, no YouTube, com legendas em português.
                      • Beyond the Article, Expanded by AI: C.L.A.R.A. (Creative Language AI for Reflective Augmentation) conversa com meu clone de AI, JocAI, expandindo meus artigos com novas perspectivas. Disponível no YouTube e no Spotify. Graças à IA, os episódios estão disponíveis em inglês, espanhol e português.

                      Gestão de produtos digitais

                      Você trabalha com produtos digitais? Quer aumentar as chances de sucesso do seu produto, resolver os problemas das usuárias e atingir os objetivos da empresa? Conheça meus livros, onde compartilho o que aprendi ao longo de mais de 30 anos criando e gerenciando produtos digitais:

                      • Transformação digital e cultura de produto: Como colocar a tecnologia no centro da estratégia de sua empresa
                      • Liderança de produtos digitais: A ciência e a arte da gestão de times de produto.
                      • Gestão de produtos: Como aumentar as chances de sucesso do seu software.
                      • Guia da Startup: Como startups e empresas estabelecidas podem criar produtos de software rentáveis.

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