Este artigo é um trecho do livro “Transformação digital e cultura de produto: Como colocar a tecnologia no centro da estratégia da sua empresa”.
Em algumas situações, em vez de ter times de produto separados, mas dentro da mesma organização, pode ser interessante criar unidades de negócio razoavelmente independentes. Em unidades de negócio, temos não só um time de desenvolvimento de produto separado, como todas as áreas necessárias para o negócio acontecer de forma independente, tais como marketing, vendas, atendimento ao cliente etc.
Na Locaweb, optamos pelo modelo de unidades de negócio independentes quando adquirimos empresas. A Tray era uma empresa cujas soluções de e-commerce passaram a fazer parte do portfólio de produtos da Locaweb. Como a Tray já operava como uma empresa independente, optamos por mantê-la dessa forma, somente tendo as áreas de administração, financeiro e RH em comum. Essa é uma maneira bem comum de criar áreas de negócio por meio de aquisições de empresas.
No Gympass, vislumbramos a oportunidade de criar um novo produto chamado Gympass Wellness, que oferece serviços de bem-estar, tais como aplicativos de atividade física, de nutrição e de meditação para os funcionários dos clientes do Gympass. Optamos por iniciar esse novo produto como uma unidade de negócios, com time de produto, de marketing e de vendas independente do Gympass, visando dar maior autonomia e agilidade para esse time.
A CrediPronto é uma unidade de negócios da Lopes que é uma joint venture entre Lopes e Itaú para oferecer crédito para compradores de imóveis. Pelo fato de a natureza do negócio ser completamente diferente do negócio principal de transação imobiliária e, ainda, por ter um novo sócio, optou-se pelo modelo de unidade de negócio.
O uso de unidades de negócio pode fazer sentido também quando os times de desenvolvimento de produto ficam muito grandes. As tribos de produto podem evoluir para unidades de negócio, mantendo um conjunto de tribos estruturais que ajudam a criar consistência entre os diferentes times das unidades de negócio.
Este é o modelo utilizado pelo Itaú, com suas comunidades integradas e comunidades enablers de tecnologia:
O iFood também usa um modelo parecido com três unidades de negócio, food delivery, groceries e fintech, com times estruturais focados no que é comum para essas três unidades de negócio.
Esse artigo é mais um trecho do meu livro mais recente “Transformação digital e cultura de produto: Como colocar a tecnologia no centro da estratégia da sua empresa“, que vou também disponibilizar aqui no blog. Até o momento, já publiquei por aqui:
Num mundo onde a IA nivela a execução, o conhecimento profundo da sua cliente é o único ativo que o concorrente não consegue copiar. A ReveLumi foi criada exatamente para isso. Conheça em revelumi.com.
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Na Gyaco, acreditamos no poder das conversas para promover reflexão e aprendizado. Por isso, temos o podcast Produto em Pauta, que explora o universo de gestão de produtos por ângulos diferentes:
Disponível no YouTube e no Spotify. Gravada em português e, no YouTube, com legendas em inglês.
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