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                      28 de abril, 2026

                      Devemos ter uma equipe dedicada à correção de bugs?

                      5 de maio, 2026

                      Este artigo é um trecho do livro “Transformação digital e cultura de produto: Como colocar a tecnologia no centro da estratégia da sua empresa”.

                      Essa é outra pergunta que tenho recebido muito em minhas sessões de coaching e, semelhante à pergunta sobre a equipe dedicada à inovação, acredito que sua resposta também pode interessar a mais pessoas. Neste caso, a resposta curta é “não”, e veremos que este tema não tem espaço para uma resposta do tipo “depende”. Vamos mergulhar mais fundo.

                      Seu código, seus bugs

                      Se você constrói algo, você é o único responsável pela qualidade. Se o que você construiu não está funcionando como esperado, você é responsável por corrigi-lo. É simples assim. Não faz sentido ter uma equipe diferente para corrigir bugs feitos por pessoas diferentes. As pessoas mais capazes de corrigir um bug são as pessoas que o criaram. Aliás, esse é o melhor incentivo para as pessoas criarem menos bugs.

                      E os sistemas legados?

                      Em um sistema legado, a equipe herda um código que não escreveu. Normalmente, as pessoas que escreveram o código não estão mais na empresa. Nesse caso, faz sentido ter uma equipe dedicada a corrigir seus bugs? O ideal é não. O sistema legado deve ser responsabilidade de uma equipe, que resolverá os bugs, mas também trabalhará na melhoria e evolução desse sistema legado. Uma estratégia muito comum para lidar com sistemas legados é a estratégia de estrangulamento: drenar lentamente a vida de um sistema legado substituindo gradualmente partes dele por uma implementação moderna.

                      Outro aspecto importante do sistema legado é que não precisamos necessariamente corrigir seus bugs. Às vezes, corrigir um bug em um sistema legado pode custar muito, pois ninguém tem conhecimento suficiente para depurar o sistema. Em alguns casos, em vez de corrigir o bug, podemos corrigir sua causa raiz aplicando alguma correção alternativa que faz o sistema legado entregar o resultado esperado.

                      Nesses casos, podemos aplicar uma estratégia chamada “monitorar e aplicar workaround”. Assim que descobrirmos uma solução paliativa para um determinado bug, provavelmente desenvolvido fora do sistema legado, monitoramos o comportamento indesejado e, quando o comportamento aparecer, aplicamos automaticamente a solução paliativa. É a ideia de que, dependendo do estado geral de saúde do paciente, algumas doenças são mais bem tratadas com remédios do que com cirurgia.

                      Devemos dedicar parte do nosso tempo à correção de bugs?

                      Novamente, a resposta é um simples “não”. Devemos entregar produtos de boa qualidade. Qualquer usuário prefere usar um produto de boa qualidade que se comporte conforme o esperado. Esta é uma condição sine qua non para proporcionar uma boa experiência ao usuário.

                      Além da experiência do usuário, há outro aspecto importante a ser considerado quando falamos de qualidade e bugs. Sempre que alguém precisa trabalhar para resolver um bug que foi encontrado em um produto digital, essa pessoa precisa parar de trabalhar no que estiver trabalhando no momento para resolver o bug. Esta é uma interrupção no fluxo de trabalho. Se essa pessoa fosse capaz de entregar o software sem esse bug, ela poderia continuar trabalhando em coisas novas sem interrupção, o que a tornaria mais produtiva.

                      Em uma equipe que gerenciei, rastreávamos a porcentagem de novos itens implantados e criamos deliberadamente OKRs para aumentar essa porcentagem. Em 2 anos, conseguimos passar de 50% de novos itens implantados para 90%:

                      Porcentagem de novos itens implantados

                      Na minha experiência, em vez de corrigir a quantidade de esforço dedicada à correção de bugs, é mais produtivo focar na criação de código de qualidade sem bugs. Para fazer isso, devemos rastrear a porcentagem de trabalho gasto na correção de bugs e gerenciar ativamente para diminuir esse número.

                      Transformação digital e cultura de produto

                      Esse artigo é mais um trecho do meu livro mais recente “Transformação digital e cultura de produto: Como colocar a tecnologia no centro da estratégia da sua empresa“, que vou também disponibilizar aqui no blog. Até o momento, já publiquei por aqui:

                      • Sobre o livro
                      • Parte 1: Conceitos
                        • Capítulo 1: A tal da transformação digital – Projeto e Produto
                        • Capítulo 2: Incerteza e transformação digital
                        • Capítulo 3: Tipo de empresa
                        • Capítulo 4: Tipo de empresa x maturidade digital
                        • Capítulo 5: Modelos de negócio
                        • Capítulo 6: Cultura ágil, digital e de produto
                      • Parte 2: Princípios
                        • Capítulo 7: Entregas rápidas e frequentes – Medindo e gerenciando a produtividade – Estudo de caso: Grupo Dasa – Estudo de caso: Itaú Unibanco
                        • Capítulo 8: Foco no problema – O Famoso Discovery de Produto – Por que o modelo “negócios demanda → tecnologia implementa” não funciona? – Estudo de Caso: Magazine Luiza
                        • Capítulo 9: Entrega de resultado – Time Terceirizado ou Time Interno? – Estudo de Caso: Centauro
                        • Capítulo 10: Mentalidade de ecossistema
                      • Parte 3: Ferramentas
                        • Capítulo 11: Visão de Produto – Exemplos de visão de produto
                        • Capítulo 12: Estratégia de Produto
                        • Capítulo 13: Estrutura de time – Como estruturar times de desenvolvimento de produto mais eficazes – Times estruturais – Planilha de estrutura de time – Downsizing e layoffs – CTO + CPO – Internacionalização – Time terceirizado – Modelo de Tuckman – Dependência entre times – Devemos ter uma equipe de inovação dedicada? – Devemos ter uma equipe dedicada à correção de bugs?

                      Ouça mais clientes, sem mais esforço

                      Num mundo onde a IA nivela a execução, o conhecimento profundo da sua cliente é o único ativo que o concorrente não consegue copiar. A ReveLumi foi criada exatamente para isso. Conheça em revelumi.com.

                      Treinamento e consultoria em gestão de produtos

                      Ajudo empresas e lideranças (CPOs, heads de produto, CTOs, CEOs, tech founders e heads de transformação digital) a conectar negócios e tecnologia por meio de treinamentos e consultoria focados em gestão de produtos e transformação digital.

                      Podcasts da Gyaco

                      Na Gyaco, acreditamos no poder das conversas para promover reflexão e aprendizado. Por isso, temos o podcast Produto em Pauta, que explora o universo de gestão de produtos por ângulos diferentes:

                      • Mentorias: Nesta série, compartilho conversas reais de mentoria com profissionais de produto, partindo da ideia de que as perguntas de uma pessoa muitas vezes são as perguntas de muitas outras. Exploramos desafios concretos, refletimos juntas e transformamos experiência em aprendizados práticos que você pode aplicar no seu próprio contexto.
                      • Além das Buzzwords: Nessa série de episódios, Felipe Castro e eu desmistificamos termos de produto com exemplos reais de nossas clientes.

                      Disponível no YouTube e no Spotify. Gravada em português e, no YouTube, com legendas em inglês.

                      Gestão de produtos digitais

                      Você trabalha com produtos digitais? Quer aumentar as chances de sucesso do seu produto, resolver os problemas das usuárias e atingir os objetivos da empresa? Conheça meus livros, onde compartilho o que aprendi ao longo de mais de 30 anos criando e gerenciando produtos digitais:

                      • Transformação digital e cultura de produto: Como colocar a tecnologia no centro da estratégia de sua empresa
                      • Liderança de produtos digitais: A ciência e a arte da gestão de times de produto.
                      • Gestão de produtos: Como aumentar as chances de sucesso do seu software.
                      • Guia da Startup: Como startups e empresas estabelecidas podem criar produtos de software rentáveis.

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