Este artigo é um trecho do livro “Transformação digital e cultura de produto: Como colocar a tecnologia no centro da estratégia da sua empresa”.
Uma vez tendo clareza de sua visão e estratégia, e tendo definido sua estrutura de time, o próximo passo é termos uma ferramenta que nos ajude a acompanhar o progresso que o time está fazendo ao executar a estratégia para chegarmos mais próximos de nossa visão.
Uma ferramenta que tem essa função e é muito usada por empresas de tecnologia é o OKR, que é a abreviação de Objectives and Key Results, ou, em português, objetivos e resultados-chaves. É uma ferramenta muito útil para reforçar quatro princípios importantes:
Usamos OKR pois produto, funcionalidade, tecnologia, site, app, dado, algoritmo, projeto, processo não são o objetivo, mas um meio para atingirmos objetivos e resultados!
OKR é uma ferramenta que foi criada na Intel, depois levada para o Google. De lá, passou a ser adotada pelas empresas do Vale do Silício e, depois, pelas empresas de tecnologia de todo o mundo.
Hoje em dia, mesmo empresas que não são de tecnologia utilizam OKR. Até mesmo o Bono, do U2, usa OKR em uma organização sem fins lucrativos chamada ONE, focada no combate à pobreza extrema e às doenças passíveis de prevenção.
Veja a seguir um exemplo de OKR:
Bastante simples, né?
Apesar de simples, essa ferramenta requer alguns cuidados importantes que precisamos ter quando estamos definindo e utilizando OKRs.
Quando definimos nossa estratégia, definimos objetivos a serem alcançados pensando em um período de 6 meses a um ano, que é o período recomendado para revisão da estratégia. Para definição dos OKRs, eu costumo trabalhar com períodos trimestrais. Já vi alguns times usando periodicidade quadrimestral e outros usando periodicidade bimestral, mas o mais comum é utilizar a periodicidade trimestral.
O ponto de atenção que faço questão de destacar em relação aos OKRs é a periodicidade de acompanhamento. Tenho usado periodicidade semanal e tenho visto muitos times seguindo essa periodicidade. A princípio, pode parecer muito frequente fazer esse check-in semanal, e as pessoas podem querer fazer essa checagem a cada duas semanas ou uma vez por mês. As vantagens de fazer essa checagem todas as semanas são:
A preocupação que surge quando fazemos o acompanhamento semanal é que algumas métricas são mensais e, consequentemente, não poderiam ser acompanhadas semanalmente, como a métrica de churn, por exemplo. Minha recomendação é buscar métricas que possam ser acompanhadas semanalmente. Mesmo métricas mensais ou anuais podem ser quebradas em medições semanais. Por exemplo, caso você tenha por objetivo ter um churn mensal de 2%, o que significam esses 2% em quantidade de clientes perdidos? Se sua base de clientes for de 1.000 clientes, um churn de 2% significa 20 clientes perdidos em um mês, ou 5 clientes por semana. Pronto, já temos uma métrica semanal para acompanhar.
Esse artigo é mais um trecho do meu livro mais recente “Transformação digital e cultura de produto: Como colocar a tecnologia no centro da estratégia da sua empresa“, que vou também disponibilizar aqui no blog. Até o momento, já publiquei por aqui:
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